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'Friozinho' dura pouco e dá lugar a calorão e seca em Goiás; veja a previsão do tempo

22 de ago.
2 min de leitura

Atualizado: 23 de ago.

Foto: Jackson Rodrigues / Secom Goiânia
Foto: Jackson Rodrigues / Secom Goiânia

Quem acordou com uma sensação térmica mais amena nos últimos dias em Goiás percebeu a diferença nas primeiras horas da manhã. No entanto, o alívio dura pouco: segundo dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), o "friozinho" matinal dá lugar rapidamente a um calorão sufocante e a níveis críticos de umidade relativa do ar no decorrer do dia.


O órgão explica que esse pequeno refresco nas primeiras horas é provocado pela passagem de uma frente fria que se deslocou para o oceano, permitindo que uma massa de ar frio de origem polar subisse pelo país e alcançasse a parte centro-sul do estado.


Ainda de acordo com o Cimehgo, apesar da chegada da massa polar, o impacto no território goiano é limitado. Um forte bloqueio atmosférico de ar quente e seco, que predomina sobre o Brasil Central nesta época do ano, impede que o frio se firme. Com isso, o ar polar atua apenas como um "pulso" temporário, perdendo força e abrindo espaço para o calorão dominar as tardes.


Conforme o levantamento do centro meteorológico, a principal consequência desse cenário é a grande amplitude térmica, a diferença entre a menor e a maior temperatura registrada em um único dia.


Os boletins do Cimehgo apontam que os termômetros registram mínimas na casa dos 14°C aos 18°C ao amanhecer, mas a temperatura dispara no período da tarde, atingindo máximas entre 30°C e 34°C, podendo chegar a 36°C em Goiânia e até 39°C na região Norte, como em Porangatu. A variação chega a até 20°C num mesmo dia.


Para completar o cenário de alerta, os dados do Cimehgo mostram que o calorão vem acompanhado de uma seca severa. No período da tarde, os índices de umidade relativa do ar despencam para a faixa entre 15% e 20% em grande parte do estado. A combinação de ar seco, temperaturas próximas dos 40°C e ventos constantes mantém mais de 120 municípios goianos sob risco alto para incêndios florestais.

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