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Procura por imóveis representa quase metade das cotas de consórcio em Goiânia

30 de out.
3 min de leitura

Unidades comercializaram 1.925 cotas imobiliárias entre janeiro e agosto; dados nacionais apontam que mais da metade dos entrevistados pretende comprar um imóvel



Vista de prédios e edifícios de Goiânia durante o pôr do sol, com o céu iluminado por tons dourados e alaranjados.
Foto: Unsplash

Resuminho para quem tem pressa: Dados da Ademicon apontam que 1.925 cotas de consórcio imobiliário foram comercializadas em Goiânia entre janeiro e agosto de 2026. O volume acompanha o interesse pela compra de imóveis no país, onde 52% dos entrevistados por uma pesquisa da CBIC pretendiam adquirir uma propriedade nos 24 meses seguintes.

A procura por imóveis concentrou quase metade das cotas comercializadas por duas lojas da Ademicon em Goiânia entre janeiro e agosto de 2026. Juntas, as unidades Ricardo Paranhos e Jardim Goiás venderam 1.925 cotas destinadas à aquisição imobiliária, de um total de 3.971 cotas negociadas no período.


A unidade Ricardo Paranhos respondeu por 1.449 cotas de imóveis, enquanto a loja Jardim Goiás registrou 476. Somente em agosto, foram comercializadas 277 cotas imobiliárias, sendo 196 na primeira unidade e 81 na segunda.


Os números acompanham um cenário de interesse pela compra de imóveis no país. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), realizado em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, apontou que 52% dos entrevistados tinham intenção de adquirir um imóvel nos 24 meses seguintes, no segundo trimestre de 2026. No mesmo período de 2025, o índice era de 49%.


Entre os entrevistados que pretendiam comprar, 12% apontaram a aquisição de um imóvel para locação como motivação. A pesquisa também identificou outros objetivos, como sair do aluguel, deixar a casa dos pais e buscar um espaço maior.


Imóveis concentram maior parte das cotas comercializadas

O desempenho das duas lojas em Goiânia também inclui cotas destinadas a veículos e serviços. Entre janeiro e agosto, foram comercializadas 484 cotas de veículos e 113 de serviços, além das 1.925 imobiliárias.


A unidade Ricardo Paranhos registrou 3.343 cotas no total, enquanto a Jardim Goiás contabilizou 628. Em agosto, as duas lojas venderam juntas 333 cotas de todos os segmentos. Desse total, 277 eram destinadas a imóveis e 56 a veículos. Não houve comercialização de cotas de serviços naquele mês.


O mercado imobiliário também apresentou crescimento no país. No primeiro semestre de 2026, foram comercializadas 226.536 unidades residenciais novas, alta de 5,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Na região Centro-Oeste, as vendas cresceram 27,7% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior.


Nesse cenário, a compra de imóveis aparece tanto como alternativa de moradia quanto como estratégia de formação de patrimônio e possibilidade de geração de renda com aluguel.


Consórcio aparece como alternativa ao financiamento

O licenciado da Ademicon, Alcimar Nogueira de Medeiros, atribui o crescimento do consórcio à busca por informações sobre diferentes formas de investimento e aquisição de bens.


“Observamos que o público passou a buscar mais conhecimento sobre opções e estratégias de investimento, avaliando alternativas à aquisição por meio de financiamento bancário tradicional ou recursos próprios. Nesse contexto, o consórcio ganhou projeção em virtude de sua vantajosa relação de custo”, afirma.


Medeiros também cita a difusão de informações e a regulamentação do setor como fatores relacionados à confiança dos consumidores. Ao comentar os procedimentos adotados pela empresa, ele afirma que a Ademicon passa por auditorias trimestrais realizadas por uma empresa integrante do grupo conhecido como Big Four.


“Esse rigor confere uma sólida garantia ao cliente. Superamos um período histórico em que o mercado de consórcios apresentava menor maturidade, proporcionando hoje um patamar elevado de segurança na contratação de cartas de crédito, seja para aquisição imobiliária, automotiva ou prestação de serviços”, diz.


Lojas registram 245 contemplações em oito meses

Além das cotas comercializadas, as unidades também contabilizaram contemplações, etapa que permite ao consorciado avançar para a utilização do crédito, conforme as regras do grupo.


Entre janeiro e agosto de 2026, a loja Ricardo Paranhos registrou 222 contemplações, sendo 52 somente em agosto. Já a unidade Jardim Goiás, inaugurada em março, teve 23 contemplações entre março e agosto, uma delas no último mês do levantamento.


Somadas, as duas lojas chegaram a 245 contemplações no período e 53 em agosto.


O licenciado também comparou o volume de negócios atual com o registrado no início da operação da marca em Goiânia. Segundo ele, a primeira unidade comercializava inicialmente entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões por mês. Atualmente, cada loja registra uma média mensal entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões.


Medeiros atribui parte desse desempenho à preparação das equipes para orientar os clientes sobre as modalidades de consórcio e as possibilidades de utilização das cartas de crédito.


Os dados das unidades mostram que o segmento imobiliário liderou a comercialização de cotas entre janeiro e agosto, à frente dos segmentos de veículos e serviços.

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