Goiânia vai ganhar fábrica pioneira de embalagens térmicas para delivery com investimento de R$ 10 milhões
Produção nacional prevê sacolas reutilizáveis personalizadas para restaurantes, franquias e empresas do setor de alimentação

Resuminho para quem tem pressa: Goiânia deve receber, em novembro, uma fábrica de embalagens térmicas reutilizáveis para delivery, com investimento inicial superior a R$ 10 milhões. A Bagin pretende produzir sacolas personalizadas para restaurantes, franquias e empresas de alimentação, com pedidos a partir de 3 mil unidades.
Goiânia vai ganhar uma nova indústria voltada à fabricação de embalagens térmicas reutilizáveis para o transporte de alimentos, com início das operações marcado já para novembro. Com um investimento inicial superior a R$ 10 milhões, a proposta pioneira é produzir sacolas que ajudem a conservar a temperatura das refeições durante as entregas e permitam a personalização com a marca dos estabelecimentos.
O empreendimento, chamado Bagin, foi criado pelos empresários Luís Fernando Oliveira e Roberto Lisboa, em parceria com a agência OPIS Publicidade e Negócios. Segundo os fundadores, a iniciativa surgiu após identificarem a falta de fabricantes nacionais especializados nesse tipo de embalagem.
A instalação da fábrica ocorre em um momento de expansão do delivery de comida. De acordo com o Statista Market Forecast, citado pelos responsáveis pelo projeto, o mercado brasileiro de entrega de refeições movimentou US$ 21 bilhões em 2025, com previsão de alcançar US$ 29,5 bilhões até 2030. O levantamento também aponta que pedir comida em casa já faz parte da rotina de 88% dos consumidores brasileiros.
Problemas com embalagens podem afastar clientes
A conservação dos alimentos durante o transporte é um dos desafios enfrentados por restaurantes e empresas de delivery. Embalagens inadequadas podem rasgar, vazar ou não manter a temperatura das refeições, prejudicando a experiência do consumidor.
Uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), realizada em 2020, apontou que 51% dos entrevistados já haviam deixado de comprar em um restaurante por problemas com a embalagem, como falta de lacre, alimentos desarrumados ou vazamentos.
“Manter a qualidade virou o grande desafio do segmento. As embalagens de papel podem rasgar com o peso, a umidade e a gordura. Nem mesmo as de papelão conseguem reter a temperatura por muito tempo”, explica Luís Fernando Oliveira, CEO da Bagin.
Fábrica aposta em produção nacional e personalização
A ideia de criar a indústria surgiu depois que Luís Fernando Oliveira e Roberto Lisboa pesquisaram tecnologias utilizadas no mercado internacional e viajaram à China para conhecer modelos de sacolas térmicas.
“Vimos que não havia produção desse tipo de embalagem no Brasil. Além disso, para os restaurantes, nem sempre era viável importá-las com a marca personalizada”, relembra Roberto Lisboa.
Embora o maquinário utilizado na produção venha da China, a empresa afirma ter desenvolvido uma tecnologia própria de impressão para personalizar as embalagens. A intenção é atender restaurantes, redes de franquias, empresas de delivery e organizadores de eventos.
A produção local também deve permitir pedidos personalizados em quantidades menores, a partir de 3 mil unidades, segundo os fundadores.
“Com a produção local, eliminamos o tempo de espera e os impostos de importação. Também viabilizamos o marketing dos estabelecimentos, permitindo a impressão personalizada em tiragens menores, a partir de três mil unidades”, afirma Luís Fernando.
Negócio inclui cursos, podcast e rede de contatos
Além da fabricação das sacolas térmicas, a Bagin pretende oferecer serviços voltados à gestão e ao desenvolvimento de pequenos e médios negócios de alimentação. A proposta foi anunciada em 5 de outubro, data em que se celebra o Dia Nacional do Empreendedor.
A agência OPIS Publicidade e Negócios participa do empreendimento com a proposta de ampliar o suporte oferecido aos estabelecimentos. Entre as iniciativas previstas estão a Bagin Startex, plataforma de educação on-line para o setor, e o BaginCast, podcast destinado a compartilhar histórias de empreendedores.
A empresa também planeja organizar grupos de networking entre clientes, com o objetivo de estimular a troca de experiências e a criação de oportunidades comerciais.
“A nossa bag térmica se tornou algo muito maior do que uma embalagem. Ela é a porta de entrada para um ecossistema de desenvolvimento de cada estabelecimento”, afirma Aline Gabriela, empresária e sócia do negócio.
Paulo Maurício, também sócio da OPIS, destaca que a experiência de 13 anos da agência no mercado ajudou a identificar dificuldades enfrentadas pelos empreendedores, especialmente na administração dos negócios.
“Trazemos a experiência de 13 anos da agência. Percebemos que, para uma campanha de marketing dar certo, é preciso mergulhar na rotina e nas dores do empreendedor para ajudá-lo a evoluir. E um dos seus maiores desafios é a gestão”, diz.
Cashback pretende estimular divulgação nas redes sociais
Outra iniciativa prevista é o BaginMania, sistema de cashback que pretende incentivar os consumidores a publicar fotos das sacolas personalizadas nas redes sociais.
A ideia é ampliar a divulgação espontânea das marcas dos restaurantes depois que os pedidos forem entregues. O projeto também busca prolongar o contato entre os estabelecimentos e os clientes para além da compra.
“Dessa forma, amplificamos o alcance das sacolas. A entrega não termina quando o pedido sai da loja; a marca continua sendo propagada e o relacionamento com o cliente final é fortalecido”, afirma Samuel Barros, publicitário e sócio da iniciativa.
A indústria pretende atender estabelecimentos de food service em todo o território nacional. Além das embalagens reutilizáveis, a empresa aposta na oferta de serviços de formação e apoio à gestão como parte do modelo de negócio.





