top of page

Filhote de onça-parda é resgatado sozinho em lavoura de milho em Goiás

30 de set.
2 min de leitura

Bombeiros fizeram buscas pela mãe do animal, mas ela não foi encontrada; filhote será encaminhado para avaliação

Filhote de onça-parda resgatado após ser encontrado sozinho em uma lavoura de milho em Goiás.
Créditos: Corpo de Bombeiros
Resuminho para quem tem pressa: Um filhote de onça-parda foi encontrado sozinho durante a colheita de milho em uma propriedade rural de Santo Antônio da Barra, em Goiás. O animal foi resgatado pelos bombeiros e será encaminhado ao Cetas para avaliação. A espécie é considerada vulnerável no Cerrado e, em casos assim, a orientação é não se aproximar e ligar para o 193.

Um filhote de onça-parda foi encontrado sozinho durante a colheita de uma lavoura de milho em uma propriedade rural às margens da BR-060, em Santo Antônio da Barra, no sudoeste de Goiás. O animal foi localizado na manhã desta segunda-feira (28), durante a retirada dos grãos.


Acionados pelos responsáveis pela propriedade, os bombeiros fizeram buscas na região para tentar localizar a mãe do filhote. Como ela não foi encontrada, o animal foi capturado com segurança e levado para o quartel do Corpo de Bombeiros, em Rio Verde.


A previsão é que a onça-parda seja encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde deverá passar por avaliação antes de receber a destinação adequada.


Onça-parda é encontrada em diferentes biomas


De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a onça-parda tem ampla distribuição pelo Cerrado e também está presente em todos os biomas brasileiros. Em algumas regiões, porém, as populações estão bastante reduzidas ou chegaram a desaparecer.


No Cerrado, o órgão estima que a população da espécie possa sofrer uma redução superior a 10% em 21 anos. Entre os fatores apontados estão a perda e fragmentação do habitat provocadas pela expansão agropecuária, além da caça ilegal e da morte de animais em retaliação a ataques contra criações domésticas.


Por esses critérios, a espécie é classificada como Vulnerável (VU) C1 no Cerrado.


Os bombeiros orientam que animais silvestres não sejam capturados ou manuseados pela população. Em casos como esse, a recomendação é manter distância e acionar o serviço especializado pelo 193.

bottom of page