iFood planeja rota piloto para entregas por drone em Goiânia a partir de 2027

Anúncio foi feito no iFood Move e integra plano de investimentos de R$ 24 bilhões focado em inovação tecnológica e IA

Resuminho para quem tem pressa: O iFood anunciou a implementação de uma rota piloto de entregas por drones em Goiânia a partir de 2027, iniciativa revelada durante o evento iFood Move, em São Paulo, com o objetivo de acelerar os trajetos intermediários da logística de refeições por meio de um modelo híbrido com entregadores parceiros.
A logística de entrega de refeições em Goiânia está prestes a avançar para uma nova fase tecnológica que até parece coisa de filme. Durante a terceira edição do evento iFood Move, realizada em São Paulo, o vice-presidente de Logística da plataforma, Arnaldo Bertolaccini, revelou o plano de implementar uma rota piloto para entregas realizadas por drones na capital goiana a partir de 2027.
A iniciativa faz parte de um aporte de R$ 24 bilhões anunciado pela empresa no país para os próximos anos, focado na expansão de novos modais, aplicação de Inteligência Artificial e melhorias operacionais.
Em Goiânia, o projeto ainda depende do aval de órgãos reguladores para a definição das rotas e a liberação do espaço aéreo.
Modelo de operação híbrida
O uso de drones no iFood não substitui a figura do entregador, funcionando em modelo híbrido. Atualmente, o sistema opera de forma fixa nas cidades de Aracaju (SE) e Barueri (SP):
Percurso aéreo: O drone realiza o trajeto intermediário, geralmente cruzando grandes distâncias, rios ou áreas de trânsito intenso, entre o ponto de coleta e um "dronoponto" estratégico.
Etapa final: No local de pouso, o entregador parceiro retira o pedido e realiza a entrega diretamente na porta do cliente.
A adaptação das cidades para o transporte aéreo de carga
A chegada das entregas por drone ao ambiente urbano exige que os municípios passem por adaptações estruturais e regulatórias nos próximos anos para comportar o novo modelo de transporte:
Infraestrutura urbana: Criação de "dronopontos" seguros para pouso, decolagem e carregamento de baterias das aeronaves em pontos estratégicos das cidades.
Regulamentação do espaço aéreo: Alinhamento contínuo entre empresas, prefeituras, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para mapear rotas seguras que evitem incidentes.
Poluição sonora e visual: Definição de horários de circulação e faixas de altitude para minimizar o impacto do ruído das hélices em áreas residenciais de alta densidade.
Integração logística: Ajuste no fluxo dos entregadores tradicionais, reorganizando os pontos de partida para que a última milha (last mile) seja ágil e sincronizada com a chegada das aeronaves.



