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Novas pílulas prometem acelerar combate à obesidade, que já atinge mais de 31% dos Brasileiros

Foto do escritor: Da Redação
Da Redação
28 de ago.
2 min de leitura

Estudos testam comprimidos diários e fórmulas que preservam massa muscular em meio ao avanço do excesso de peso no país

Novas pílulas e terapias avançadas prometem revolucionar tratamento da obesidade
Créditos: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Já pensou se existisse uma alternativa mais confortável às canetinhas emagrecedoras? Sim, ela está a caminho com uma nova geração de medicamentos contra a obesidade em formato de comprimidos de uso diário, como o orforglipron e o elecoglipron, além de substâncias que atuam em múltiplos hormônios do metabolismo.

Segundo dados do inquérito Vigitel divulgados pelo Ministério da Saúde, a obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, afetando até 31% dos adultos, com maior impacto em mulheres, jovens e faixas de menor renda. A chegada de pílulas diárias promete baratear custos e facilitar a adesão ao tratamento em um país onde mais de 60% da população já está acima do peso.

Alvo no perfil mais afetado

Os dados do Ministério da Saúde mostram que as mulheres estão entre as mais impactadas pelo avanço da doença no Brasil. Em testes clínicos, o comprimido orforglipron reduziu em média 14% do peso corporal em mulheres na peri e pós-menopausa, além de ser avaliado para tratar a síndrome dos ovários policísticos.

Outra aposta é a retatrutida, substância injetável que atua em três receptores hormonais ao mesmo tempo. Em pesquisas prolongadas, esse fármaco levou a perdas médias de até 28% do peso, surgindo como alternativa para conter o avanço do excesso de peso. Preservar massa muscular em primeiro lugar

A nova safra de pesquisas busca solucionar a perda de massa magra frequente em emagrecimentos acentuados. O composto bimagrumabe é um dos estudados para favorecer a manutenção dos músculos durante o tratamento.

Outra linha de análise aposta nos análogos de amilina para simular hormônios que regulam a saciedade no organismo. Todas as substâncias dependem do fim dos testes clínicos e de aprovações regulatórias para chegar ao mercado.

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