top of page

Serra de Caldas Novas parece cratera de vulcão, mas origem da formação surpreende

Foto do escritor: Beatriz Bueno
Beatriz Bueno
há 2 dias
2 min de leitura

Com formato oval e paredões de até 400 metros, a serra guarda uma história ligada ao tectonismo e à erosão

Vista aérea da Serra de Caldas Novas, em Goiás, com formato oval, topo plano e paredões nas bordas
Créditos: @terratrendofc
Resuminho para quem tem pressa: A formação da Serra de Caldas Novas, no sul de Goiás, resulta de processos tectônicos, erosão de rochas e da circulação profunda da água da chuva no solo e não da existência de um vulcão, pois o calor natural do interior da Terra e as falhas geológicas aquecem e devolvem essa água às famosas fontes termais da região.

A Serra de Caldas Novas, no sul de Goiás, chama atenção pelo formato incomum. Vista de cima, a formação tem cerca de 25 quilômetros, aparência oval, topo praticamente plano e grandes paredões nas bordas. A paisagem chega a lembrar a cratera de um enorme vulcão. Por causa desse formato e das famosas águas quentes de Caldas Novas e Rio Quente, durante muito tempo a região foi associada à ideia de que teria existido um vulcão no local. Mas a origem da serra está ligada a outros processos geológicos. Serra não é uma cratera vulcânica


As rochas da formação têm centenas de milhões de anos. Ao longo do tempo, forças tectônicas comprimiram e dobraram essas camadas, dando origem à estrutura elevada. Depois, milhões de anos de erosão desgastaram principalmente as rochas mais frágeis ao redor.


O quartzo, por ser mais resistente, permaneceu preservado em áreas elevadas. O resultado foi a formação de um grande platô com bordas íngremes e uma diferença de altitude que chega a 400 metros em relação às áreas próximas.


As águas quentes da região também têm uma explicação diferente da atividade vulcânica. A chuva que cai sobre a serra penetra pelas fraturas existentes nas rochas e pode chegar a profundidades de 1.000 a 1.500 metros.


Nessas profundidades, a água é aquecida pelo calor natural da crosta terrestre. Depois, retorna à superfície por meio de falhas geológicas localizadas nas bordas da serra, ajudando a alimentar o sistema de águas termais de Caldas Novas e Rio Quente.


Assim, a enorme estrutura oval que chama atenção quando observada de cima não é uma cratera vulcânica. A paisagem é resultado da combinação entre tectonismo, resistência das rochas e milhões de anos de erosão, enquanto as águas quentes estão relacionadas à circulação subterrânea da água e ao calor natural do interior da Terra.

bottom of page