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Trump chama Brasil de 'Índia' em post sobre eleições e apuração dos votos

5 de out.
3 min de leitura

Em publicação nas redes, presidente americano fez uma curiosa referência ao país ao comentar a votação



Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. - Foto: Jonathan Ernst/Reuters
Resuminho para quem tem pressa: Donald Trump confundiu o Brasil com a Índia ao comentar a rapidez da apuração do primeiro turno das eleições brasileiras. Cerca de duas horas depois, corrigiu a publicação na Truth Social e trocou “Índia” por “Brasil”. Trump usou o resultado brasileiro para comparar a apuração com a dos Estados Unidos e voltou a criticar o sistema eleitoral americano.

Donald Trump confundiu o Brasil com a Índia ao comentar o primeiro turno das eleições brasileiras em uma publicação na Truth Social. O presidente dos Estados Unidos elogiou a rapidez da apuração dos votos no Brasil, mas escreveu inicialmente que 125 milhões de pessoas haviam votado naquele dia no primeiro turno da eleição presidencial indiana.


Na publicação, Trump escreveu:


“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial da Índia. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, no MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados... digo, calculados. A votação na América é CORRUPTA!!! Presidente DJT.”


Cerca de duas horas depois, o presidente estadunidense corrigiu a publicação e substituiu a palavra “Índia” por “Brasil”. O presidente americano não explicou a confusão.


O número citado na mensagem, no entanto, se aproximava da quantidade de pessoas que participaram do primeiro turno das eleições brasileiras. Segundo dados da Justiça Eleitoral, cerca de 125 milhões de eleitores compareceram às urnas no domingo (04), enquanto pouco mais de 33 milhões não votaram.


Trump compara apuração brasileira com a dos EUA

A publicação também deixou claro que a intenção de Trump era comparar a velocidade da apuração brasileira com o processo eleitoral dos Estados Unidos.


Ao citar Detroit, Filadélfia e Califórnia, o presidente questionou o tempo necessário para a divulgação dos resultados americanos. Trump afirmou que locais com um número menor de votos podem levar semanas para concluir a apuração.


Na sequência, voltou a fazer uma acusação contra o sistema eleitoral dos Estados Unidos ao afirmar que “a votação na América é CORRUPTA”.


A crítica faz parte do discurso que Trump mantém desde a eleição presidencial americana vencida por Joe Biden. O republicano continua contestando aquele resultado e já utilizou questionamentos sobre o sistema eleitoral dos EUA em outras manifestações públicas.


Trump evitou citar candidatos brasileiros

O comentário ocorreu no primeiro posicionamento de Trump sobre o resultado das eleições brasileiras. Nos dias que antecederam a votação, o presidente americano havia dito que estava acompanhando a disputa, mas evitou declarar apoio público a Luiz Inácio Lula da Silva ou a Flávio Bolsonaro.


Na publicação, Trump também não citou os nomes dos candidatos que avançaram para o segundo turno. A mensagem ficou concentrada na velocidade da apuração brasileira e na comparação com o sistema eleitoral dos Estados Unidos.


Sistema eleitoral brasileiro já entrou no debate

A relação entre Trump e as eleições brasileiras vinha sendo acompanhada antes mesmo do primeiro turno. O sistema de votação eletrônico do país já havia sido alvo de críticas de aliados do bolsonarismo, enquanto a rapidez da apuração brasileira também foi utilizada como argumento em debates sobre os modelos eleitorais dos dois países.


O episódio ocorre ainda em meio à atenção internacional sobre o segundo turno da eleição presidencial brasileira. Com a disputa definida entre Lula e Flávio Bolsonaro, a manifestação de Trump ganhou repercussão justamente por ocorrer após o encerramento da primeira etapa da votação e sem indicar preferência por nenhum dos candidatos.

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