Crítica: Até onde vai a linha tênue entre ficção e realidade em “Verity”?
Adaptação do livro homônimo de Colleen Hoover, filme aposta em um thriller psicológico marcado por reviravoltas, mentiras e segredos familiares
Aviso: esta crítica não possui spoilers, mas pode conter conteúdos sensíveis sobre a obra.

Adaptado do livro homônimo de Colleen Hoover, o filme Verity (2026) está na lista daqueles longas que têm um plot twist inimaginável. Estrelada por Dakota Johnson e Anne Hathaway, a adaptação cinematográfica traz Lowen e Verity como personagens centrais do thriller psicológico dirigido por Michael Showalter.
A história traz a vida de uma escritora famosa, Verity Crawford, que tem uma pausa na carreira devido a um acidente de carro e se vê refém de uma cadeira e de uma cama, mas que precisa continuar sua série de suspense. É nessa seara que a trama se desenvolve, quando outra escritora, Lowen Ashleigh, é contratada para continuar a escrita deixada por Verity.
Juntas, as histórias se desenrolam em uma espécie de efeito borboleta sem fim, que traz plot twists, traições e mentiras, os quais acabam desencadeando uma tragédia familiar que parece ter um fim, mas que, no final do longa, percebemos ser um efeito continuado.

Tudo não passa de um mal-entendido, mas que é capaz de trazer atitudes severas por parte de Jeremy Crawford, marido de Verity, vivido pelo ator Josh Hartnett, que se vê em uma encruzilhada de informações entre uma esposa acamada e incomunicável e uma escritora recém-chegada, completamente envolvida na atmosfera tensa da família.
A trama mostra que, para assumir certos papéis e ter bons resultados em um bom livro, a moral e os costumes precisam ser deixados de lado. E é nessa toada que as surpresas do filme se apresentam ao público. A divisão de um jogo perigoso: revelar a verdade ou tentar descobrir onde termina a ficção e onde começa a realidade dos personagens. Um longa-metragem que traz um sentimento de choque por uma falha de comunicação entre a vida real e o mundo fictício.
Verity estreou nos cinemas brasileiros em 1º de outubro de 2026 e foi adaptado por Nick Antosca, conhecido por trabalhos em séries de suspense e terror, como The Act (2019), criada por Nick Antosca e Michelle Dean; Brand New Cherry Flavor (2021), obra de Nick Antosca e Lenore Zion; e Channel Zero (2016–2018), criada por Nick Antosca, em parceria com Will Honley no roteiro do longa.

Curiosidades
A atriz Anne Hathaway, que dá vida à personagem Verity Crawford, também atuou como uma das produtoras do longa, ao lado da produtora executiva e autora Colleen Hoover e da Amazon MGM Studios.
No livro original, Verity e Jeremy têm três filhos (e dois morrem em tragédias anteriores). O filme simplifica a dinâmica familiar para focar em uma tragédia central envolvendo os gêmeos.
Além disso, o destino final de Verity no clímax do filme foi alterado em relação ao livro, com uma encenação envolvendo o lago da propriedade, para gerar um impacto mais visual e dramático.



