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Doença de Chagas: Goiânia concentra casos e alerta sobre barbeiro preocupa autoridades

14 de out.
3 min de leitura

Registros da forma crônica cresceram na capital, enquanto autoridades alertam para a circulação do inseto transmissor e os riscos da infecção

Inseto barbeiro, transmissor do parasita causador da doença de Chagas.
Créditos: SMS
Resuminho para quem tem pressa: Goiás registrou cerca de 1,1 mil casos de doença de Chagas em 2026, e Goiânia concentra o maior número de registros, com aumento de 255 casos crônicos em 2025 para 362 neste ano. A doença é transmitida principalmente pelo barbeiro e pode permanecer sem sintomas por décadas, causando complicações no coração e no sistema digestivo. O SUS oferece diagnóstico, acompanhamento e tratamento, e a orientação é não tocar diretamente em insetos suspeitos e acionar a vigilância em saúde.

Goiás registrou cerca de 1,1 mil casos de doença de Chagas em 2026, e Goiânia concentra o maior número de registros no estado. Em todo o ano anterior, foram contabilizados aproximadamente 1,6 mil casos, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).


Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta para o aumento da circulação do barbeiro em comparação com 2025. O inseto pode transmitir o Trypanosoma cruzi, parasita responsável pela doença, que pode permanecer sem sintomas por anos e provocar complicações graves.


Goiânia registra aumento nos casos crônicos


Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam que Goiânia registrou 255 casos de doença de Chagas crônica em 2025. Em 2026, o número chegou a 362.


Em relação aos óbitos associados à forma crônica, foram seis registros no ano passado e três neste ano, conforme os números informados pela secretaria.


As autoridades de saúde estimam que entre 200 mil e 300 mil pessoas estejam infectadas em Goiás. Como a doença pode permanecer sem sintomas por décadas, o município onde o diagnóstico é feito não corresponde necessariamente ao local onde ocorreu a transmissão.


Como ocorre a transmissão da doença de Chagas?


A transmissão pelo barbeiro acontece principalmente quando as fezes do inseto infectado entram em contato com feridas na pele ou com mucosas, como as dos olhos e da boca. O parasita pode penetrar no organismo após esse contato.


A infecção também pode ocorrer por outras vias, incluindo o consumo de alimentos contaminados. Por isso, os cuidados de prevenção não se limitam a evitar o contato com o inseto. A higiene e a segurança alimentar também são importantes.


Quais são os sintomas da doença de Chagas?


Na fase inicial, a doença pode provocar febre, cansaço, mal-estar e inchaço no local por onde o parasita entrou no organismo. No entanto, algumas pessoas não apresentam sintomas perceptíveis.


Na fase crônica, a infecção pode afetar principalmente o coração e o sistema digestivo. Entre as possíveis complicações estão alterações cardíacas e problemas que comprometem o funcionamento do aparelho digestivo.


Como os sintomas podem demorar anos para aparecer, o diagnóstico e o acompanhamento médico são importantes mesmo quando a pessoa não apresenta sinais evidentes da doença.

Como se proteger do barbeiro?


A prevenção envolve medidas para reduzir o contato com o inseto e evitar outras formas de transmissão. Entre os cuidados estão manter os ambientes limpos, observar a presença de insetos suspeitos e adotar práticas adequadas de higiene e conservação dos alimentos.


Ao encontrar um possível barbeiro, a orientação é evitar tocá-lo diretamente e comunicar o caso ao serviço municipal de saúde ou de vigilância responsável. A identificação do inseto permite avaliar se ele está relacionado à transmissão do parasita e quais medidas devem ser adotadas.


SUS oferece diagnóstico e tratamento


O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico, acompanhamento e tratamento para a doença de Chagas.


A identificação da infecção permite que profissionais de saúde avaliem a necessidade de tratamento medicamentoso e acompanhem possíveis complicações. Pessoas que tiveram contato com barbeiros ou apresentam histórico de exposição devem procurar uma unidade de saúde para receber orientação.


Diante do alerta sobre a circulação do inseto e dos registros da doença, a vigilância e a identificação de possíveis exposições são medidas importantes para reduzir os riscos de transmissão e favorecer o diagnóstico precoce.

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