Inflação cai em Goiânia, mas capital ainda tem a maior alta de preços do Brasil

Prévia registrou queda nos preços em agosto, mas o cenário muda na comparação com o último ano

A inflação teve queda em Goiânia na prévia de agosto, mas os preços ainda acumulam a maior alta do país quando considerado o período de um ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 recuou 0,42% na capital neste mês, enquanto o índice nacional caiu 0,40%.
O IPCA-15 é uma prévia da inflação oficial e acompanha a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias. Por isso, uma queda no índice de um mês não significa que os preços voltaram aos valores anteriores, mas que, na comparação com o período anterior, houve uma redução média.
É essa diferença que aparece nos números de Goiânia. Mesmo com a queda de 0,42% em agosto, a inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 5,39%, maior taxa entre as regiões pesquisadas pelo IBGE. No Brasil, o acumulado ficou em 4,24%.
Entre os itens que mais ajudaram a reduzir o índice neste mês estão a energia elétrica residencial, alguns alimentos e os combustíveis.
Conta de luz cai em agosto, mas acumula alta forte
A energia elétrica residencial teve queda de 6,14% em Goiânia em agosto. O recuo ajudou a diminuir a pressão sobre as despesas das famílias e contribuiu para o resultado negativo do IPCA-15 na capital.
Quando o período analisado passa para os últimos 12 meses, porém, a situação é diferente. A energia elétrica residencial acumula alta de 20,72% em Goiânia, enquanto o aumento nacional foi de 7,39%.
Isso significa que, mesmo com a redução registrada agora, a conta de luz continua mais cara na comparação com o mesmo período do ano passado.
Alimentos puxam a inflação para baixo
Os preços dos alimentos consumidos dentro de casa também contribuíram para o resultado de agosto.
A batata-inglesa foi um dos produtos que mais caiu, com redução de 27,62%. O tomate teve queda de 24,24%, a cenoura ficou 19,96% mais barata e a cebola recuou 7,94%.
Alguns alimentos seguiram na direção contrária. O leite longa vida subiu 2,25%, o contrafilé aumentou 2,04% e o acém teve alta de 1,82%.
Essas altas diminuíram parte do impacto provocado pela queda nos preços dos hortifrutigranjeiros.
Gasolina e etanol também ficam mais baratos
Os combustíveis registraram queda de 1,79% em Goiânia em agosto. A gasolina teve redução de 1,55%, enquanto o etanol caiu 3,26%.
O recuo ocorreu depois de um período de altas e contribuiu para o resultado negativo do grupo Transportes na capital.
Apesar disso, a comparação de 12 meses mostra que os combustíveis continuam pesando no orçamento. Goiânia acumulou alta de 9,65% nesse grupo, o segundo maior aumento entre as regiões pesquisadas pelo IPCA-15.
A capital ficou atrás apenas de Recife. No país, a alta acumulada dos combustíveis foi de 4,36%.
Por que Goiânia lidera a inflação em 12 meses?
A liderança de Goiânia no acumulado não contradiz a queda registrada em agosto. Os dois números medem períodos diferentes.
A variação de -0,42% mostra o comportamento dos preços apenas na prévia de agosto. Já os 5,39% consideram a variação acumulada ao longo dos últimos 12 meses.
Nesse período mais longo, aumentos como o da energia elétrica residencial, que chegou a 20,72%, e o dos combustíveis, de 9,65%, ajudam a explicar por que Goiânia permanece acima da média nacional.
Assim, mesmo com alimentos, energia e combustíveis registrando quedas em agosto, a capital ainda apresenta uma inflação acumulada de 5,39%, contra 4,24% no Brasil.
Confira quanto cada item variou em Goiânia
Os números mostram como diferentes produtos e serviços contribuíram para o resultado da inflação na capital em agosto e no acumulado dos últimos 12 meses:
Energia elétrica residencial: -6,14% em agosto e +20,72% em 12 meses
Batata-inglesa: -27,62% em agosto
Tomate: -24,24% em agosto
Cenoura: -19,96% em agosto
Cebola: -7,94% em agosto
Leite longa vida: +2,25% em agosto
Contrafilé: +2,04% em agosto
Acém: +1,82% em agosto
Combustíveis: -1,79% em agosto e +9,65% em 12 meses
Gasolina: -1,55% em agosto
Etanol: -3,26% em agosto



